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Para quem torce e luta. Não necessariamente nesta ordem...
Holanda 3x2 Uruguai: A catimba laranja vence a garra celeste
Para aqueles que achavam que a Holanda começaria atropelando; o Uruguai, mesmo semidesfigurado sem Luizito Suarez e o xerifão Lugano, fez um pouco como o Paraguai na fase anterior, e surpreendeu a todos começando melhor, cadenciando o jogo e tentando impor seu ritmo.
Mas a Holanda com Bronckhorst, e com a Jabulani, “achou” um gol em um chutaço pelotaço de fora da área. Corriam 17 minutos e o jogo mudou de figura.
O jogo foi ficando morno e meio enfadonho, bem ao estilo desta atual Laranja Mecânica. Até que aos 40 minutos, já quase no intervalo Diego Forlan, sempre ele, muy amigo da Jabulani, recebeu na intermediária, virou o corpo, ajeitou a amiga Jabulani e de pé esquerdo soltou uma bomba e empatou a partida. 1 a 1 e os uruguaios voltaram pro jogo.
No segundo tempo os uruguaios, empolgados com o empate voltaram marcando a saída de bola holandesa e até tiveram chance de beliscar uma virada.Mas então Sneijder, em impedimento não marcado pela arbitragem desempatou. O carequinha, carrasco do Brasil, parece sempre estar no “lugar certo na hora certa” e agora com cinco gols é artilheiro da Copa ao Aldo do espanhol Villa.
E logo em seguida aos 28 minutos, quando Robben fez de cabeça o terceiro gol parecia que a vaca Uruguai tinha ido pro charco. A Holanda ao melhor estilo sul-americano catimbava, assim como fez contra o Brasil, amarrando o jogo e fazendo o famosos cai-cai que tanto irritaram Robinho e Cia.
Mas como “só está muerto quien nunca peleia” a brava celeste não desistiu e novamente voltou pro jogo. Ainda na pressão, diminuiu já nos acréscimos, em jogada ensaiada que resultou em golaço de Maximiliano Pereira. A pressão platina no final parecia que iria mostrar que a celeste, assim como o Grêmio, também é imortal mas não deu. Vitória da Holanda por 3 a 2.
A celeste olímpica caiu de pé. Agora a Holanda espera a Alemanha, para reeditarr a final de 1974; ou a Espanha, para fazer uma final inédita em Copas do Mundo.
Brasil 2x1 Brasil: “O jogo só termina quando acaba”
Brasil e Holanda protagonizaram um jogo de duas facetas. Se no primeiro tempo o Brasil começou atropelando uma Holanda completamente perdida no segundo tempo a holandesa “passou o trator” em cima de uma seleção brasileira totalmente atrapalhada.
O jogo começou de uma forma que ninguém esperava, o Brasil começou “em cima”, pressionando e anulando Robben e Cia, e aproveitando-se de seguidas falhas da zaga holandesa, que parecia de “casados e solteiros”, fez 1 a 0, logo aos 10 minutos, em gol de Robinho recendo enfiada milimétrica de Felipe Melo. Fez um, como podia ter feito dois ou três na primeira meia hora de partida.
Mas aí o time de Dunga diminuiu o ritmo e a Holanda pôde respirar no jogo. E veio o segundo tempo. E as coisas se inverteram. A Holanda se recompôs e voltou organizada e determinada. Já o Brasil se desorganizou e perdeu a determinação.
Logo aos 8, Sneijder cruzou bola marota na área, Júlio César saiu pessimamente e atrapalhou Felipe Melo, que acabou desviando para dentro do próprio gol. Foi como uma ducha de água geladíssima. A superioridade brasileira virou equilíbrio.
Mas acho que Dunga não percebeu e colocou Gilberto em campo em lugar de Michel Bastos, certamente por que este já estava com amarelo. Mas se era questionável levar Gilberto para a Copa, colocá-lo em momento decisivo foi desastroso.
Para piorar o mundo começou a cair: em jogada manjadíssima, Robben cobrou escanteio, cedido infantilmente por Juan, que Kluit desviou para trás e Sneijder, sozinho entre cinco brasileiros, fez de cabeça, aos 22. 2 a 1, virada. Foi a primeira virada de placar na África do Sul.
Mas aí o mundo desabou de vez aos 28 minutos: como já era previsto por muitos, Felipe Melo perdeu a cabeça e deu um pisão feio em Robben após caçá-lo numa jogada. A partir daí ficou praticamente impossível.
O Brasil em desesperadora inferioridade técnica e numérica ainda trocou Luís Fabiano por Nilmar, uma demonstração de que também o técnico estava perdido. E Dunga nem fez uma terceira substituição, talvez como também previsto por muitos, o Brasil não tinha banco para mudar um placar adverso.
A Holanda então passou a administrar o jogo e esteve sempre mais perto do terceiro gol do que o Brasil do segundo. E a seleção laranja enfrentará o Uruguai, que passou ao ganhar de gana nos pênaltis, após jogo épico.
Já ao Brasil restará juntar os cacos da segunda Era Dunga e tentar reencontrar o rumo de uma seleção campeã, pois jogará em casa em 2014. Convenhamos que com il capo Ricardo Teixeira mais preocupado com em lucrar com as reformas e construções de estádios, com amistosos e com patrocinadores e em se eleger presidente da FIFA o futuro é meio sombrio.