PSTU na arquibancada

Para quem torce e luta. Não necessariamente nesta ordem...

13.7.10

FINAL


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Espanha 1X0 Holanda: Acaboooooou! A Catalunha é “campeã” do mundo.

Por Juzerley Santos

A partida final da 19ª Copa do Mundo de 2010, realizada na África do Sul - a primeira no continente africano; foi precedida de um apoteótico show de encerramento que contou a presença de Nelson Mandela e vários chefes de estado, celebridades internacionais e dirigentes e personalidades ligadas ao futebol. A Copa que prometia integrar o continente africano ao mundo ficou restrita aos “Vips” de sempre.
Dentro de campo Espanha e Holanda fizeram um jogo disputado e ríspido, bem parecido com um a tourada. Às vezes era difícil saber quem era o touro, se bem que a Holanda se esforçava mais para parecer com o bravo animal. Principalmente “incentivada” pela complacência do assoprador de apito inglês, que só tinha tamanho.
Mas, apesar dos lances violentos, foi um jogo emocionante onde as duas seleções mostraram equilíbrio, apesar de a Laranja dar o campo e a bola para a Fúria, que não soube “matar” o touro, quer dizer o jogo.
A Espanha dominou o tempo regulamentar com várias chances desperdiçadas por Villa, Xavi e Cia. Mas a Holanda tirou fôlego não se sabe de onde para no final da segunda etapa do tempo normal e no início da prorrogação estocar o gol de Casillas que teve de fazer milagres em duas enfiadas de Sneijder que deixaram Robben na cara do gol e evitar a abertura do placar. Desta vez o touro não “matou” o toureiro.
O segundo tempo da prorrogação acabou fazendo prevalecer o melhor conjunto e talento da Fúria, pois os holandeses exaustos pediam “água”, principalmente depois da justa expulsão de Heitinga. Depois disso só restou a extenuada Laranja tentar fazer o tempo passar para levar para a disputa de pênaltis.
Já no finzinho, após confusão na meia lua holandesa, Fábregas acha Iniesta livre na área. Gol do título espanhol. Depois de ganhar a Europa, em 2008, finalmente a Fúria espanhola ganhou o mundo. Mas com no mínimo 08 atletas do Barcelona e vários jogadores catalães (Víctor Valdés, Capdevil, Piqué, Puyol, Busquets, Fábregas, Xavi, etc) dizem por aí que a Catalunha é a mais nova campeã do mundo ...
PS 1 – A dona FIFA surpreendeu e elegeu o uruguaio Diego Forlan o craque da Copa. E a Celeste Olímpica arrancou mais um feito no finalzinho.
PS 2 – De arrepiar a bandeira da Catalunha dando a volta olímpica dentro de pleno Soccer City desfraldada por Puyol e Xavi. Com certeza levando ao delírio os mais de 01 milhão de catalães que saíram as ruas no sábado contra o ataque à sua autonomia.
PS 3 – Imagina o que devem ter sentido quando viram a cena surreal da Rainha Sofia cumprimentando o catalão Puyol (enrolado só de toalha) dentro do vestiário da Espanha.
PS 4 – E o polvo acertou todas! A voz do polvo foi “la voz de Dios”!

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7.7.10

SEMI-FINAL - JOGO 01

Holanda 3x2 Uruguai: A catimba laranja vence a garra celeste

Para aqueles que achavam que a Holanda começaria atropelando; o Uruguai, mesmo semidesfigurado sem Luizito Suarez e o xerifão Lugano, fez um pouco como o Paraguai na fase anterior, e surpreendeu a todos começando melhor, cadenciando o jogo e tentando impor seu ritmo.

Mas a Holanda com Bronckhorst, e com a Jabulani, “achou” um gol em um chutaço pelotaço de fora da área. Corriam 17 minutos e o jogo mudou de figura.

O jogo foi ficando morno e meio enfadonho, bem ao estilo desta atual Laranja Mecânica. Até que aos 40 minutos, já quase no intervalo Diego Forlan, sempre ele, muy amigo da Jabulani, recebeu na intermediária, virou o corpo, ajeitou a amiga Jabulani e de pé esquerdo soltou uma bomba e empatou a partida. 1 a 1 e os uruguaios voltaram pro jogo.

No segundo tempo os uruguaios, empolgados com o empate voltaram marcando a saída de bola holandesa e até tiveram chance de beliscar uma virada.Mas então Sneijder, em impedimento não marcado pela arbitragem desempatou. O carequinha, carrasco do Brasil, parece sempre estar no “lugar certo na hora certa” e agora com cinco gols é artilheiro da Copa ao Aldo do espanhol Villa.

E logo em seguida aos 28 minutos, quando Robben fez de cabeça o terceiro gol parecia que a vaca Uruguai tinha ido pro charco. A Holanda ao melhor estilo sul-americano catimbava, assim como fez contra o Brasil, amarrando o jogo e fazendo o famosos cai-cai que tanto irritaram Robinho e Cia.

Mas como “só está muerto quien nunca peleia” a brava celeste não desistiu e novamente voltou pro jogo. Ainda na pressão, diminuiu já nos acréscimos, em jogada ensaiada que resultou em golaço de Maximiliano Pereira. A pressão platina no final parecia que iria mostrar que a celeste, assim como o Grêmio, também é imortal mas não deu. Vitória da Holanda por 3 a 2.

A celeste olímpica caiu de pé. Agora a Holanda espera a Alemanha, para reeditarr a final de 1974; ou a Espanha, para fazer uma final inédita em Copas do Mundo.

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3.7.10

QUARTAS-DE-FINAL - JOGO 01

Brasil 2x1 Brasil: “O jogo só termina quando acaba”

Brasil e Holanda protagonizaram um jogo de duas facetas. Se no primeiro tempo o Brasil começou atropelando uma Holanda completamente perdida no segundo tempo a holandesa “passou o trator” em cima de uma seleção brasileira totalmente atrapalhada.

O jogo começou de uma forma que ninguém esperava, o Brasil começou “em cima”, pressionando e anulando Robben e Cia, e aproveitando-se de seguidas falhas da zaga holandesa, que parecia de “casados e solteiros”, fez 1 a 0, logo aos 10 minutos, em gol de Robinho recendo enfiada milimétrica de Felipe Melo. Fez um, como podia ter feito dois ou três na primeira meia hora de partida.

Mas aí o time de Dunga diminuiu o ritmo e a Holanda pôde respirar no jogo. E veio o segundo tempo. E as coisas se inverteram. A Holanda se recompôs e voltou organizada e determinada. Já o Brasil se desorganizou e perdeu a determinação.

Logo aos 8, Sneijder cruzou bola marota na área, Júlio César saiu pessimamente e atrapalhou Felipe Melo, que acabou desviando para dentro do próprio gol. Foi como uma ducha de água geladíssima. A superioridade brasileira virou equilíbrio.

Mas acho que Dunga não percebeu e colocou Gilberto em campo em lugar de Michel Bastos, certamente por que este já estava com amarelo. Mas se era questionável levar Gilberto para a Copa, colocá-lo em momento decisivo foi desastroso.

Para piorar o mundo começou a cair: em jogada manjadíssima, Robben cobrou escanteio, cedido infantilmente por Juan, que Kluit desviou para trás e Sneijder, sozinho entre cinco brasileiros, fez de cabeça, aos 22. 2 a 1, virada. Foi a primeira virada de placar na África do Sul.

Mas aí o mundo desabou de vez aos 28 minutos: como já era previsto por muitos, Felipe Melo perdeu a cabeça e deu um pisão feio em Robben após caçá-lo numa jogada. A partir daí ficou praticamente impossível.

O Brasil em desesperadora inferioridade técnica e numérica ainda trocou Luís Fabiano por Nilmar, uma demonstração de que também o técnico estava perdido. E Dunga nem fez uma terceira substituição, talvez como também previsto por muitos, o Brasil não tinha banco para mudar um placar adverso.

A Holanda então passou a administrar o jogo e esteve sempre mais perto do terceiro gol do que o Brasil do segundo. E a seleção laranja enfrentará o Uruguai, que passou ao ganhar de gana nos pênaltis, após jogo épico.

Já ao Brasil restará juntar os cacos da segunda Era Dunga e tentar reencontrar o rumo de uma seleção campeã, pois jogará em casa em 2014. Convenhamos que com il capo Ricardo Teixeira mais preocupado com em lucrar com as reformas e construções de estádios, com amistosos e com patrocinadores e em se eleger presidente da FIFA o futuro é meio sombrio.

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