Para quem torce e luta. Não necessariamente nesta ordem...
27.6.10
OITAVAS-DE-FINAL - JOGO 02
JOGO 2
GANA 2X1 EUA: “Yanques Go Home”! Gana, “a esperança da África”, continua.
Em jogo muito equilibrado Gana venceu os Estados Unidos, por 2 a 1, na prorrogação, e se tornou a terceira seleção africana a chegar nas quartas-de-final, na história das copas .
Gana conseguiu o resultado em dois contra-ataques mortais, um aos 5 minutos do primeiro-tempo, com Prince Boateng, que obrigou os EUA a correr atrás do placar, aliás como sempre nesta copa. E o decisivo, logo no início da prorrogação, com Gyan, que “matou” o time norte-americano.
Os EUA obrigados a reverter o placar equilibraram e até controlaram a partida, principalmente no segundo-tempo quando empataram com Donovan, de pênalti. Ainda tentaram mais uma recuperação hollywoodiana com a torcida de Bill Clinton e Mick Jagger, mas desta vez não deu, pois Gana demonstrando maturidade e frieza, amarou bem o jogo.
“Yanques go Home!” Será que o soccer realmente está vingando na terra do Tio Sam?
Já Gana “a esperança da África” continua e dá um novo fôlego de esperanças para o futebol africano. Mas enfrentará o Uruguai, mais tradicional e favorito.
Estados Unidos 1x0 Árgélia: Roteiro digno de Hollywood.
Dramático. Estados Unidos e Argélia precisavam vencer para se classificar e tentaram isso o jogo todo. Tentaram e tentaram, os norte-americanos mais. Mas como foi difícil fazer um gol. Gol que só saiu no final, com Donavan, quando o 0 a 0 parecia que ia eliminar ambas as seleções.
Foi uma vitória suada e emocionante. Os Estados Unidos ainda garantiram um inesperado primeiro lugar e podem ficar em boa situação na segunda fase. Pode pintar zebra nos mata-matas.
Talvez agora o futebol caia de fato no gosto dos yanques.
Inglaterra 1x0 Eslovênia: God save the Queen
Assim como a Itália a Inglaterra foi um time cansado, sem fôlego e, surpreendentemente, sem rumo. O gol de Defoe, ainda no primeiro tempo, salvou a “rainha do futebol”. A Inglaterra pela primeira vez nesta copa jogou um pouco de futebol, o suficiente para passar de fase.Passou na conta do chá e ao passar em segundo deverá penar em uma chave mais forte de mata-matas. Poderá pegar Alemanha, Argentina, Espanha.
Já a Eslovênia jogou como a Dinamarca, apática e desinteressada. Só fez se defender e pouco assustou os ingleses. Merecidamente acabou punida com a classificação dos EUA nos acréscimos do jogo contra a Argélia.
GRUPO D
Alemanha 1x0 Gana: Jogo entre irmãos acaba bem pros dois.
Foi um jogo literalmente entre irmãos. Alenha x Gana colocou frente a frente os irmãos Jerome e Kevin-Prince Boateng, ambos filhos de um imigrante de Gana e nascidos em Berlim mas que optaram por nacionalidades diferentes.
Foi Gana, de Kevin, quem começou melhor e perdendo as melhores chances. Só que a Alemanha, de Jerome, quase sempre, ainda é a Alemanha e equilibrou o jogo e também perdeu muitos gols.
Mas a Alemanha está rejuvenescida e apresenta algumas novidades nesta copa, como por exemplo, o habilido Özil, que matou o jogo com um belo gol.
Mesmo com a derrota, Gana, garantiu sua vaga na próxima fase, porque a Sérvia também conseguiu sua “proeza. Perdeu para a Austrália que era a pior do grupo.
Contraditoriamente a Alemanha se classifica em primeiro mas sua chave parece que será mais difícil do que a de Gana, pelo menos até a semifinal.
Austrália 2x1 Sérvia:
A Sérvia até que tentou, poderia até ter goleado, mas perdeu várias oportunidades. Após um bom primeiro tempo, a Sérvia deve ter tomado algum chá dinamarquês ou esloveno e voltou sonolenta. Acabou tomando dois gols, ainda fez o seu mas acordou muito tarde e deu adeus a copa.
A Austrália que não tinha nada a ver com isso conseguiu se encontrar durante a partida e “jogando tudo” buscaram a vitória, que foi merecida.
O jogo terminou de forma emocionante, contudo ambas as seleções morreram abraçadas. Melhor para Gana que acabou sendo a única seleção africana a avançar de fase.
COPA É ALVO DA DIREITA DOS EUA
Comentaristas americanos declaram guerra ao mundial, classificando o futebol de 'esporte de pobre', ligado a 'políticas socialistas' de Obama
Patrícia Campos Mello
CORRESPONDENTE
WASHINGTON
O Estado de São Paulo
ACopa do Mundo é a mais nova vítima da raivosa extrema direita dos Estados Unidos. Vários comentaristas americanos estão atacando a popularização do esporte nos EUA, dizendo que se trata de uma modalidade esportiva "de pobre", coisa de sul-americano, resultado da crescente influência dos hispânicos no país e ligado às "políticas socialistas" do presidente Barack Obama.
Glenn Beck, o maisfamoso comentarista conservador da Fox News,compara o futebol às políticas de Obama. "Não importa quantas celebridades o apoiam, quantos bares abrem mais cedo, quantos comerciais de cerveja eles veiculam, nós não queremos a Copa do Mundo, nós não gostamos da Copa do Mundo, não gostamos do futebol e não queremos ter nada a ver com isso", esbravejou Beck na TV. Segundo ele, o futebol é como o governo atual: "O restante do mundo gosta das políticas ma, mas nós não." Com o bom desempenho do time americano no jogo contra a Inglaterra no sábado, os tradicionais fãs de beisebol e futebol americano estão mais entusiasmados com a Copa do Mundo. Mas isso é resultado de uma "conspiração da esquerda", dizem os conservadores. "Futebol é um jogo de pobre", afirma o analista conservador Dan Gainor, do Media Research Center.
"A "A esquerda está impondo o ensino de futebol nas escolas americanas, porque a América está se 'amarronzando'", afirmou, em referência ao aumento do número de hispânicos no país. Para Matthew Philbin, do centro de pesquisas de direita Culture and Media Institute, "a mídia liberal sempre se sentiu desconfortável com o fato de sermos únicos entre as nações, sermos líderes; e os esquerdistas são contra nossa rejeição ao futebol, da mesma maneira que são contra nossa rejeição ao socialismo". O radialista Mark Belling foi além, "eles nos estão enfiando futebol goela abaixo", disse Belling no programa de rádio de Rush Limbaugh, ouvido por 20 milhões de americanos.
Para eles, o futebol é um esporte estrangeiro, que não pertence à cultura tradicional dos EUA. O fato é que o futebol conquistou tantos adeptos no país nos últimos dez anos que atualmente rivaliza com beisebol e basquete.
Hoje em dia, mais crianças abaixo dos 12anos jogam futebol do que beisebol, basquete e futebol americano juntos. Segundo a Fifa, os EUA têm 18 milhões de jogadores registrados. Muitos imigrantes hispânicos trouxeram a tradição de seus países e ajudaram a popularizar o esporte nos EUA.
Maso futebol nem de longe restringe-se aos hispânicos. Já existe até uma faixa demográfica apelidada de "mães do futebol": mulheres brancas de classe média.
Em jogo movimentado, Estados Unidos e Eslovênia fizeram a partida mais emocionante da Copa até agora.
A Eslovênia abriu 2 a 0 ainda no primeiro tempo, o primeiro em belo chute de fora da área e o segundo em contra-ataque mortal. Foi para o intervalo dona do jogo. Mas não voltou.
Se aproveitando disso os EUA dominaram a segunda etapa, empatando o jogo, em dois vacilos eslovenos, e quase virando o jogo não fosse o erro da arbitragem, que anulou um gol com o jogo já empatado.
Interessante foi ver a diferença de velocidade de jogo entre os times enquantos os EUA, pareciam correr a fórmula Indy, os Eslovenos faziam cooper no gramado e se desesperavam desejando o término do jogo antes que algo pior acontecesse.
Inglaterra 0x0 Argélia:Deus salve a "Rainha"
Decepção! Este é o sentimento que com certeza foram dormir os ingleses nesta sexta-feira. Um medonho 0 a 0 contra a limitadíssima Argélia. E se a Argélia não fosse tão fraquinha o resultado poderia ser pior.
Dois jogos, dois empates, dois vexames. A Inglaterra ainda não desfilou seu decantado bom futebol neste Mundial. Gerrard, Lampard e Rooney estão abaixo da crítica apesar do visível esforço. Difícil entender porque alguns jogadores arrebentam em seus clubes e são “bola murcha” em suas seleções.
Após quatro empates, em todos os jogos, o grupo tá embolado. A vaga britânica ainda pode rolar, desde que a Inglaterra vença a Eslovênia.
Quando Inglaterra e Estados Unidos entraram em campo naquele dia 29 de junho de 1950, todos os dez mil presentes no estádio Independência (MG) pensaram tratar-se de apenas mais um jogo no caminho dos inventores do futebol rumo a decisão da primeira copa pós-segunda guerra.
Mas os britânicos, que esnobaram as três edições anteriores, acabariam vítimas de uma das maiores zebras da história do futebol mundial.O favoritíssimo English Team, liderado pelo legendário Stanley Matthews (que não jogou poupado para partidas decisivas) seria surpreendido por uma seleção dos EUA, sem grandes pretensões, formada por atletas semi-profissionais.
Durante todo o jogo a Inglaterra pressionou o adversário e por pouco não enviou uma sonora goleada nos ex-súditos da rainha. Mas, ainda aos 37 minutos do primeiro tempo, Walter Bahr, um professor primário na Filadélfia, deu um chutão do meio de campo. A bola parecia sem perigo, porém o lavador de prato Joe Gaetjens se antecipou desviando a pelota do goleiro Williams e conseguiu tocar de cabeça para o fundo das redes.
O resultado não se alterou e os ingleses ao perderem depois para a Espanha deram adeus cedo a sua primeira copa do mundo.
O que não se alterou também foi a vida do atacante Gaetjens, nascido no Haiti, que por não ter a cidadania norte-americana concedida foi obrigado a voltar ao seu país e acabaria sendo capturado em 08 de julho 1964 pela ditadura de François Duvalier, o sanguinário Papa Doc, apenas por trabalhar para um de seus rivais políticos. Sequestrado pelos Tontons macoutes, a polícia da ditadura haitiana, foi, provavelmente, morto por este esquadrão da morte, nunca mais tendo sido visto vivo assim como milhares de haitianos desapareceu nos porões da ditadura.
Destaque: Joe Gaetjens ainda jogou pela seleção do Haiti nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1954, na derrota de 4 a 0 para o México, em 27 de dezembro de 1953 em Porto Príncipe.
Inglaterra 1x1 EUA: a primeira “vítima” da Jabulani
Há exatos 60 anos EUA e Inglaterra protagonizaram no Brasil uma das maiores zebras de todas as copas, quando um bando de amadores norte-americanos venceu os inventores do futebol por 1 x 0 na primeira copa depois da Segunda Guerra Mundial. Desta vez não foi bem uma zebra, mas sim um frango que simbolizou o jogo.
Mesmo sem jogar muito melhor que o adversário a Inglaterra dominava o jogo e vencia com um gol de Gerrard em jogada bem trabalhada, até que seu goleiro Green, escalado momentos antes pelo técnico Fábio Capello, talvez influenciado pelo “chororô preventivo” de Júlio César e Luis Fabiano, vacilou e tomou um gol em bola fácil chutada pelo estadunidense Dempsey. Os jogadores ingleses saíram em apoio ao seu arqueiro (goleiro) e entraram na onda culpando a bola, a tão mal falada Jabulani. Cá entre nós, desculpada mais que esfarrapada ...
Sem a inspiração de seu xodó Rooney a Inglaterra voltou a apelar para o seu famoso chuveirinho tentando aproveitar os 2, 00 m do centro-avante Peter Grouch. Mas não deu em nada. No final o resultado foi justo pelo esforço de marcação apresentado pelo EUA e pelo futebol não apresentado pelo ‘English Team’.
O destaque negativo ficou por conta da paranóia anti-terrorista e do pesado aparato repressivo que envolveu o jogo por conta de supostas ameaças da Al Qaeda. Parece que o Bin Laden achou o jogo bomba demais para um dia só.